Então…

Sexta parte do artigo “Texto e Hipertexto“.

O hipertexto é uma qualidade inerente aos sistemas de transmissão de conhecimento por se basearem em links que levam a novas redes. A novidade, contudo, está nos hipertextos digitais, que mesclam diferentes mídias em um único lugar – sendo que cada uma dessas partes é destacável e passível de serem transformadas em ligações externas e internas.

Este novo suporte facilita a apreensão das informações, uma vez que mimetiza o sistema de funcionamento do cérebro humano, isto é, trabalha em torno de assimilações e representações figurativas. É possível, por exemplo, explicar um conceito através de diversos meios, como o texto escrito, a imagética, vídeos e sons.

Outra característica dos hipertextos é a sua modularidade, aparente na leitura não-linear dos jornais e, digitalmente, na separação e referenciação dos trechos – um sistema prático teorizado por Theodor Nelson se chama “transclusão” e pode levar ao que ele previu de “transcopyright”. Além disso, sistemas hipertextuais também podem ser organizados graficamente através de mapas conceituais, o que facilitaria a sua apresentação de maneira rápida.

http://video.google.com/videoplay?docid=-8734787622017763097

Gravação da “Mãe de todas as demonstrações“, em que Doug Engelbart apresenta, entre outras novidades, a interface com mouse, o e-mail e a teleconferência, em 1968.