Jornalismo na Internet

Qualquer um, hoje em dia, pode ser um jornalista na Internet.  É fácil: serviços gratuitos de publicação de conteúdo têm acesso facilitado, serviços não tão gratuitos para edição de vídeo e de imagens também têm seu acesso garantido. Só é preciso ter um pouco de imaginação.

Credibilidade? Bom, daí já mudamos de assunto.

Se a facilidade para qualquer um se fazer passar por jornalista é gritante, fica menos explícita a questão da confiança nas fontes de informação na Internet. Nem todos os usuários prestam atenção a este quesito, mas os bibliotecários — pelo menos — devem (ou deveriam) saber quem está publicando aquela informação antes de indicá-la aos usuários.

Diversos jornais já criaram versões on-line (como o New York Times e sua página própria ou a CNN e seu perfil no Twitter), marcando seu território — há inclusive o jornalismo wiki e os cidadãos-repórter do OhMyNews, modelos de notícia feitos por e para a comunidade on-line. O acesso à informação — entre aqueles que têm acesso às tecnologias, é claro — está tão facilitado que as notícias já correm mais rapidamente pela internet do que pela mídia do jornal ou do rádio. Um dos fatores que facilitam isto é o preço: a Amazon, que já está vendendo assinaturas de jornais on-line para serem lidos no seu leitor de e-books, o Kindle, oferece assinatura do New York Times on-line a US$13,99 /mês, enquanto a versão impressa, entregue na porta de casa, custa US$10,60/semana.

Para incitar a discussão (que se desenrolará na próxima postagem, já aviso), indico a visita à seção de jornais do Librarians’ Internet Index, iniciativa de uma rede de bibliotecas da Califórnia para reunir links recomendados por bibliotecários (e seus critérios de seleção), e à seção de jornais da Internet Public Library, iniciativa da Escola de Informação da Universidade de Michigan (e sua política de seleção).