Liberdade de comunicação via Internet

A maior democracia do mundo, é sabido, elegeu, em 2002, determinados países (não tão democráticos) como “Eixo do Mal“. O termo quase bíblico faz referência àqueles países que, teórica ou praticamente, têm possibilidade ou interesse de causar danos aos Estados Unidos (como a Coréia do Norte) ou são simplesmente uma pedra no seu sapato (como Cuba).

Seguindo a linha de raciocínio (porém de modo atrasado) o serviço de comunicação instantânea MSN/Live Messenger da corporação Microsoft fechou seu funcionamento em tais países. Segundo a revista on-line Geek, em artigo de ontem, um porta voz da empresa (não identificado no texto) afirma que “Eu posso confirmar que o anúncio está correto” [texto completo: Microsoft corta acesso a MSN em países embargados pelos EUA].

Contudo, na própria reportagem a revista indica outras possibilidades de comunicadores que, ainda, não foram bloqueados. Como o GTalk, ICQ, o sistema IRC e o serviço Twitter.

Já a Electronic Frontier Foundation, uma organização também americana, que luta para garantir os direitos civis na Internet, recomenda o uso de softwares como o Tor, que “anonimizam” as conexões do usuário — inclusive durante o uso de mensageiros instantâneos.