Minha vida depois de formado

Abaixo segue o texto que enviei para a lista de discussão do CABAM, o Centro Acadêmico da Biblioteconomia, Arquivologia e Museologia da UFRGS. Em linhas gerais, o CABAM é a organização dentro da Universidade e da faculdade que representa os alunos. A lista de discussão é uma das formas encontradas para a diretoria do Centro Acadêmico manter contato com os alunos, além de, é claro, proporcionar um espaço de discussão entre os alunos.

Dentre uma das discussões do grupo, foi sugerido que os já formados relatassem suas experiências pós-graduação. E o texto abaixo é o que enviei, com minúsculas alterações.

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Me formei em janeiro de 2011, e ainda não me convenci completamente de que quero já começar a me dedicar afu pra prestar concurso. Esse ano eu passei acreditando que ou eu conseguiria ser contratado (ainda não fui) ou me dar bem prestando consultoria (ainda não me dei).

No começo, fiz uma lista de tipos de organizações que poderiam vir a precisar de bibliotecário ao meu ver (escolas de idiomas, empresas de comunicação, revistas científicas, e por aí vai) e me botei a mandar currículo. Nada vingou. Eu deveria ter voltado a mandar no fim do ano, mas acabei postergando por causa de outros compromissos.

Também surgiram alguns clientes bem interessantes — mas por indicação de colegas e conhecidos — e que provavelmente (e eu espero) poderão render mais trabalhos.

Basicamente o que eu fiz esse ano foi higienizar e organizar bibliotecas de pessoas e organizações — sozinho ou com colegas recém-formados. E algumas normatizações e fichas catalográficas.

Foi bastante interessante e gratificante. E trabalhoso e sujo e cansativo.

A maior dificuldade é (e está sendo, já que ainda não achei quem pudesse me ajudar de fato nisso) entender como calcular preços, ter noção dos descontos/impostos a serem pagos (quais, quanto, de que forma [RPA, nota fiscal, etc]). Pela minha experência, ou o contratante não se importa com isso, ou ele espera que tu saiba tudo ou ele tem um contador próprio que vai mandar tu fazer X ou Y e tu vai obedecer sem entender lhufas. Acho isso deveras desagradável.

Também montei um site pra mim ( http://fernandop.info/bibliotecario ) pra ver se eventualmente sou encontrado (não, ninguém procura por bibliotecários no google) e tenho feito bastante propaganda dele pra amigos. Também estou para pegar meus cartões de visita para distribuir ensandecidamente por aí. Também reorganizei um blog profissional ( http://tci.fernandop.info ), para ver se me motivo a escrever textos sobre a área, mas, de novo, estou postergando por causa de outros compromissos.

Como estou desempregado, estou estudando várias coisas (idiomas, basicamente; e um pouco de livros sobre Teoria da Informação), indo a algumas palestras sobre Biblioteconomia (e sobre as quais eu pretendo escrever no blog TCI), que a Biblioteca do Goethe-Institut estava organizando, e feito muito pouco contato profissional.

Não está sendo fácil atingir minha independência financeira, mas ninguém disse que seria.

Em janeiro vai fazer um ano que me formei e aprendi bastante. Especialmente que ter contatos é tudo.

Agradeço de coração a quem me ajudou e ainda ajuda. :-)

Essa foi a minha experiência, contando de forma corrida. Mais algum (recém-)formado na lista a fim de contar a sua?

Até mais!