O XI EREBD Sul em Rio Grande

Como comentado anteriormente, fui passear por Rio Grande e participar do XI Encontro Regional de Biblioteconomia, Documentação, Ciência e Gestão da Informação da região Sul (mais conhecido pela sigla EREBD Sul), cujo tema era a comunicação científica. E, sem dúvida alguma, o tema não deixou de ter relação com as Tecnologias da Informação aplicada às Ciências da Informação.

As apresentações — apesar de repetitivas e sem maiores aprofundamentos — foram interessantes, ressaltando a importância da tecnologia para a comunicação científica, além de demonstrar, mais uma vez, a necessidade do bibliotecário como profissional da informação. Houve palestras apresentando os repositórios acadêmicos de uma universidade, palestras sobre as funções do bibliotecário como gestor da informação em universidades, palestras sobre a função de mediador entre a informação institucional e os atores das instituições e uma palestra sobre o Movimento Associativo no Brasil. Ah, sim: também houve minicursos, mas destes não participei. A programação completa ainda está diposnível através deste link.

Contudo, como infelizmente a delegação da UFRGS saiu apenas de noite de Porto Alegre, acabamos perdendo a palestra de abertura do evento, entitulada “Ser ou não ser ‘2.0’ já não é mais a questão! Então… Qual é a questão?”, de Suely de Brito Clemente Soares, e que provavelmente era a mais relacionada com este blog.

Fazendo um esforço de imaginação, quero tratar, neste post, sobre o que eu posso entender do título da palestra comentada no parágrafo anterior.

Se o termo “Web 2.0” significa a possibilidade de usar a Internet como plataforma de trabalho (especialmente plataforma de trabalho em grupo/comunidade, talvez sendo “comunidade” o termo preferido), ser “2.0” deveria significar “ter as habilidades e capacidades necessárias para interagir, criar e se manter como ator nesta comunidade”. Enfim, não importa: este é um termo que nasceu para ser mais uma buzzword, das incontáveis que já surgiram (e se espalharam viroticamente) pela Internet. Ela significa, acredito, de uma maneira mais cool, trabalhar em grupo através de Tecnologias da Informação.

Os serviços “2.0” disponíveis na rede demonstram isso facilmente: o Flickr e a folksonomia, o Twitter e a correnteza de opiniões pessoais sobre quase tudo em tempo real, o Google Docs e suas ferramentas de edição em grupo, sem falar nos blogs, mostram que as pessoas são seres sociais. Nada mais natural do que espalhar toda essa vontade de se socializar através da tecnologia (quem aí não tem um perfil no Orkut?). Claro, há quem diga que a “web 2.0” não existe (assim como também não existe a “TV 2.0”), que é tudo uma adaptação nossa à tecnologia, mas que no fundo, a coisa é o que ela é. Mas no final das contas, nós somos seres sociais e vamos nos comunicar, trocar impressões e ganhar dinheiro através de todos os meios possíveis.

A questão então — já que o “2.0” é só um termo pra essa gregariedade inerente nossa adaptada à tecnologia — deve ser: como utilizar as ferramentas corretamente para os fins que desejamos obter?!

Pode parecer uma resposta simples, simplória até, mas não me vem nada melhor à mente. Talvez essa resposta seja, apenas, “Usando”.