Avaliação de cursos de graduação em 2015

Por três anos trabalhei como gestor em uma biblioteca universitária de, eu diria, médio porte. A instituição em que ela se inseria fazia parte de um holding internacional de crescimento feroz, cujas projeções eram de aumentar cada vez mais. E uma faculdade só pode crescer em número de cursos e número de vagas, e aumentar o número de cursos significa apenas uma coisa: o MEC vai chegar. Continue reading “Avaliação de cursos de graduação em 2015”

Onde errei, ou, Não sou mais um bibliotecário universitário

Apesar de dramático — e muito dramático —, não resisti em aproveitar o título de um texto que traduzi em abril, do Tim O’Reilly. Nele, o autor — bem sucedido! — comenta os pontos em que poderia ou devia ter melhorado na gestão de seus negócios. No meu caso, contudo, o nome serve para documentar minha demissão (ou desligamento, conforme a terminologia dominante) do cargo de bibliotecário de uma grande instituição de ensino superior, onde atuei por três anos gerenciado cerca de quatro bibliotecas e cerca de 18 pessoas. Me refiro a “cerca de” não por falta de certeza, mas por entender que aquele era um local de mudanças rápidas, de crescimento feroz e alterações constantes. Continue reading “Onde errei, ou, Não sou mais um bibliotecário universitário”

Após 15 anos

Wayne Bivens-Tatum é o bibliotecário de Filosofia e Religião da Princeton University — e também escritor em blog. Recentemente publicou um texto sobre seus quinze anos como bibliotecário, fazendo ponderações bastante interessantes, especialmente sobre carreira profissional e satisfação pessoal, responsabilidade pelas suas próprias escolhas e a dependência de algo “inato” para se sentir valorizado, o desapego não apenas material, mas ideológico, do “querer crescer” na carreira e qual objetivo que resta quando se é desapegado… E, não abordado diretamente no texto, mas que julgo ser de grande relevância: como optar pelo desapego em uma área que está (há tempos) em extinção? Continue reading “Após 15 anos”

Trabalhando em uma biblioteca universitária: recrutamento e seleção

Diferentemente do anunciado na última postagem dessa série sobre gestão em uma biblioteca universitária (aqui), não pretendo tratar neste texto do Regimento interno e de suas consequências — já há, sim, o que comentar, mas eu espero que essa função dê mais frutos e a equipe ganhe mais experiência com relação a essa ferramenta. De qualquer forma, escrevo para relatar um movimento importante na biblioteca em que trabalho: um processo de recrutamento e seleção! Continue reading “Trabalhando em uma biblioteca universitária: recrutamento e seleção”

Trabalhando em uma biblioteca universitária: documentos gerenciais

A instituição na qual eu trabalho tem um objetivo muito bem definido: crescer. Contudo, e acredito que aconteça em todas as organizações, o que se nota é que esse crescimento constante, apesar de positivo e necessário, pode gerar um sistema de gestão baseado em “incêndios”: os gestores estão constantemente com uma lista de urgências, carinhosamente chamadas de “incêndios”. E há incêndios mais importantes que outros, e a existência de incêndios demais não significa que novos incêndios não surgirão. Essa gestão por demandas, como deve soar para o leitor, não é a ideal. Há dificuldade dos gestores em expandir a visão dos subordinados para o fato de que o setor, ou de que determinadas tarefas, estão inseridas em um contexto (tanto local, quanto regional, quiçá global), há dificuldades em planejar os trabalhos com eficiência, pois sabemos que durante o processo de organização haverá (ou já sabemos que já há) um incêndio a apagar e que, oh!, precisaremos deslocar nossos recursos para apagá-lo (e precisaremos parar o planejamento). Continue reading “Trabalhando em uma biblioteca universitária: documentos gerenciais”